Como se sabe o lema do Movimento de Resgate da Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde é “Por uma Ordem digna e forte, para uma classe prestigiada e próspera”.

Por um lado, a Missão da OAC, definida em 2004 e como se pode constatar (aqui) no site oficial da nossa Ordem, obriga a que esta se posicione em termos muito inequívocos, pois, citamos, «Neste país, onde os sucessivos governos não têm sido muito capazes de demonstrar visão e coragem para implementar medidas de fundo vitais para a sustentabilidade do país a prazo (ordenamento do território nacional), antes têm funcionado sob a pressão de terem que conseguir resultados visíveis imediatos, preferindo governar em função das legislaturas de cinco anos, esta postura da OAC e a sua determinação em se posicionar acima das gestões de cariz demagógica e/ou eleitoralista e acima da «politics as usual» cabo-verdiana afiguram-se-nos indispensáveis se, de facto, queremos um desenvolvimento sustentável para a nossa terra.

E, se adicionarmos a tudo isso a tendência que normalmente os nossos políticos de carreira têm, por altura das alternâncias no Poder, em destruir ou modificar sem fundamentação justa, o legado do seu antecessor apenas porque este pertencia a outro partido, ainda mais se perceberá a necessidade de uma instituição com credibilidade e espaço de manobra suficientes para assumir a preservação de tudo o que de bom formos colectivamente capazes de fazer ao longo dos anos, dando assim tempo aos frutos verdes para que amadureçam e revelem toda a sua utilidade e valor.»

Por outro lado, num mundo globalizado onde os mais fortes dominam e destroem os mais fracos, importa-nos, em todo o tempo, ter uma instituição credível e com força para promover e colocar os interesses dos seus membros acima de tudo.

A actual situação na Ordem dos Arquitectos (OAC), para ser entendida na sua plenitude tem, pois, que ser devidamente enquadrada entre a luta para construir e manter uma instituição independente dos partidos políticos e, ao mesmo tempo, uma postura muito ciosa de salvaguarda dos interesses dos seus membros, sobretudo os mais jovens, na certeza de que a estes é que pertence o futuro.

A 24 de Julho de 2006, o Presidente da OAC, Cipriano Fernandes, enviou ao Governo da República um documento a comunicar, com muita exactidão, os termos em que os serviços de Arquitectura deviam ser negociados, no âmbito da adesão de Cabo Verde à Organização Mundial do Comércio. Especificamente se requeria que aos arquitectos estrangeiros fosse vedada a prática da profissão fora de parcerias obrigatórias com os arquitectos locais, nas quais estes últimos seriam responsáveis por 51% dos trabalhos e, consequentemente, 51% dos honorários.

Nenhuma resposta foi dada pelo Governo, até que em 2007, mais exactamente, no dia 4 de Julho, o então Presidente da Cabo Verde Investimentos foi à TCV, em horário nobre, dizer isto:

(continua)

 

Deixe a sua Opinião

©2020 MROAC

Log in with your credentials

Forgot your details?