A 7 de Julho de 2007 a Ordem dos Arquitectos deu uma conferência de imprensa que, embora tivesse a causa próxima de exigir a demissão imediata do Presidente da Cabo Verde investimentos, Victor Fidalgo, que 3 dias antes havia insultado da forma mais baixa a classe e todos os caboverdeanos, tinha por objectivo maior chamar a atenção da opinião pública para a maneira desastrosa e altamente lesiva do interesse nacional como estava ser gerido o território nacional, com especial realce para as zonas de reserva turística.
Estávamos, pois, como sempre mais preocupados com a Missão da OAC em lutar para acautelar o futuro do país, contrariando a lógica da rapina das ZDTIs que estava a ser executada a partir da Cabo Verde Investimentos.
Nomeadamente, a OAC voltou a denunciar o crime de lesa-Pátria que constituía a prática da venda dos terrenos nas ZDTIs e a ausência de planos de ordenamento turístico (POTs), dois cheques em branco que se estava a dar então aos investidores estrangeiros e que, infelizmente, perduram até hoje.
Note-se que a OAC voltou então a denunciar o perigo de se colocar as partes mais valiosas do território nas mãos de pessoas (presidentes das sociedades de desenvolvimento turístico) sem um mandato popular directo (por oposição aos presidentes das autarquias locais) para fazer tal gestão. Hoje, em 2018, mais de 10 anos depois, os danos já causados a Cabo Verde por tais práticas são impossíveis de ser avaliados na sua magnitude. Mesmo assim a prática continua, generaliza-se agora a criação de Sociedades de Desenvolvimento Turístico quando a gestão dos terrenos devia ser colocada directamente nas mãos de pessoas eleitas (os autarcas) e não de senhores nomeados administrativamente.
Infelizmente, e para confirmar que o Presidente da Cabo Verde Investimentos apenas cumprira ordens superiores quando nos insultara, o pedido de demissão imediata daquele indivíduo foi olimpicamentre ignorado pelo Governo de então. Era um ponto de honra para nós, mas isso foi desprezado completamente pelos senhores que então controlavam o Poder.
É uma OAC assim, capaz de defender os interesses de Cabo Verde como uma leoa ciosa dos seus filhotes que se está a tentar evitar que se resgate através do simulacro de eleição que aconteceu no dia 29 de Outubro, pois estas verdades incomodam a muita gente.

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