Empresas de grande porte declaram que estão colher benefícios significativos na eficência da gestão da construção através da implementação de BIM (Building Information Modelling) ou modelação da informação para a construção. Ao mesmo tempo que esses construtores descobrem os benefícios económicos da implementação do BIM no terreno, vale não perder de vista que por exemplo no Reino Unido e na Espanha, os respectivos Governos determinaram que o uso do BIM seja obrigatório em todos os projectos públicos a partir de 2016 e 2018, respectivamente.

No documento “Growth Through BIM” da autoria de Richard G. Saxon, os méritos da liderança no Reino Unido em avançar com uma estratégia BIM é já considerado um factor-chave na promoção da recuperação e retoma do crescimento do sector da construção britânico e na capacitação da indústria para competir mais eficazmente nos mercados internacionais.

Constata-se que as vantagens do BIM, usado de forma inclusiva e crescente, incluem redução de custos, redução do tempo e incertezas na elaboração dos projectos, construção e operação dos edifícios, uma vez que torna mais rápidas, automatizadas e precisas, tarefas que antigamente eram laboriosas, manuais e repetitivas. Recentemente o Governo do Reino Unido, depois de um inquérito ao sector, anunciou que o BIM havia contribuído para uma poupança de £1.7 biliões de libras só em 2012 (e em projectos mais notórios), realçando que a construção de escolas secundárias custam agora 40% menos, em virtude de melhorias na contratação e inovação proporcionadas pelo BIM.

É urgente que em Cabo Verde as entidades com responsabilidades na definição de políticas para a indústria da construção, nomeadamente o Governo (sobretudo as Ordem dos Arquitectos e dos Engenheiros e as Associações laborais e patronais) comandem processos semelhantes, para que também neste arquipélago as vantagens do BIM comecem a aparecer.

Existem já casos muito bem conseguidos em várias partes do mundo que vamos analizar com mais detalhe neste blog nos próximos tempos. Cobriremos tópicos como etapas na adopção dessa tecnologia, as barreiras e resitências mentais a ela e cobriremos abordagens da interacção que deve acontecer entre as várias da indústrioa da construção.

Importa é arrancar de maneira segura e planeada. O MROAC, ciente da necessidade da emergência de políticas integradoras a nível nacional e abrangendo todos os profissionais da indústria, pretende trabalhar com força para aumentar a awareness desta problemática e possamos, num futuro próximo, sobretudo depois da consumação do resgate da OAC, assumir as responsabilidades da condução do processo.

(Comente em baixo e divulgue este artigo. A partir desses comentários teremos inputs para controlar a publicação dos artigos da melhor maneira).

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