Dada a situação desesperada em que muitos recém-licenciados estão perante o actual sistema de admissão na Ordem, muito injusto e propenso a permitir muitos abusos e arbitrariedades, o Movimento de Resgate da OAC enviou no passado dia 11 de Dezembro à Ministra da tutela, Eng. Eunice Silva, um requerimento onde voltou a solicitar a intervenção urgente do Governo da República na OAC para a normalizar. Do documento salientamos a seguinte citação:

5. Mandar que à falta de um sistema credível e justo que governe o estágio profissional, os actuais dirigentes da OAC cessem de criar barreiras artificiais e injustas à entrada de novos arquitectos no Quadro da OAC. Muitos jovens arquitectos estão a ser prejudicados por uma Lei das Bases injusta que estabeleceu que o Estágio Profissional Obrigatório é de dois anos, ao mesmo tempo que “esquecia” de igualmente estabelecer que esse estágio devia ser dignamente remunerado.

Como consequência, hoje nenhuma Ordem Profisional em Cabo Verde a respeita, com excepção dos dirigentes oportunistas que controlaram a OAC nos últimos dez anos, e que durante todo esse período se recusaram a trabalhar com seriedade e competência para estruturar um competente sistema de estágio obrigatório. Muitos jovens que neste momento não estão a ser aprovados como novos membros, têm vindo a trabalhar e a ser explorados nos gabinetes desses dirigentes oportunistas, os mesmos senhores que fraudulentamente ainda se mantêm à frente da OAC.

O documento volta a solicitar ao Governo que mande cumprir as deliberações da Assembleia-geral da OAC de 31 de Outubro de 2017, nomeadamente:

1- Que a gestão corrente da OAC passe para a responsabilidade da Comissão Executiva de Gestão mandatada para o efeito nessa AG;

2- Que a não-participação do MROAC na “eleição” de 29 de Outubro de 2017 se deveu ao facto de ter perdido a confiança em António Jorge Delgado quanto este aceitou branquear a gestão de César Freitas/Pepei Bettencourt aprovando as suas contas de gerência quando se impunha antes a realização de uma auditoria externa às mesmas;

3- Suspender os negócios pouco transparentes e nunca explicados à classe da chamada “Casa da Arquitectura” e da “Loja Online da OAC”, no caso desta última, também por graves violações ao Estatuto da OAC;

4- Mandar purificar o sistema do pagamento da Quota Profissional das manchas que permanecem sobre ele e que inviabilizam ainda quaisquer eleições justas e transparentes na OAC.

 

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