Nos últimos sete anos e meio a OAC esteve em mãos muito más.
Foi reduzida a uma ferramenta usada sem piedade pelos seus dirigentes para auto-promoção e, citando o Arq. Aureliano Ramos, «para carrearem projectos (sobretudo da encomenda pública) para as suas lojas».
Aconteceram, nesse período, inúmeras viagens e passeatas do Bastonário pelo estrangeiro sem que sequer um relatório dessas deslocações fosse comunicado aos membros ou publicado no website da instituição.
A OAC esteve na ribalta sempre pelos motivos mais tristes, como Prémios Nacionais de Arquitectura mal organizados que só trouxeram problemas e mais problemas. O de 2015, por exemplo, levou a que 5 membros demandassem a OAC na Justiça, estando, ao que sabemos, até hoje para se conhecer a decisão dos juízes transitada em julgado.
Tudo isto num clima e secretismo absoluto, embora em Setembro de 2016 o Arq. António Pedro Bettencourt, Presidente do Conselho Fiscal, tenha, neste documento, confirmado o mau comportamento deontológico do Bastonário César Freitas e manifestado preocupação, 1) com «a possibilidade de futuros outros caírem nas mesmas fraquezas», 2) com um Conselho Directivo não estava a funcionar democraticamente, sendo, na sua opinião, necessário «limitar os poderes de decisão unilateral do Bastonário» e, finalmente, 3) com a necessidade de «condicionar a possibilidade do Bastonário utilizar a imagem do cargo para benefício pessoal».
Tudo isto confessado por um membro da própria Direcção da OAC que, entre 2010 e 2013, já tinha sido membro do próprio Conselho Directivo, respondendo pela Delegação Regional Leste da Ordem.
De modo que a nossa Ordem esteve, durante os últimos sete anos e meio, nas mãos de mercenários que tudo fizeram para a amordaçar na sua missão de whistleblower da gestão do território nacional, definida desde 2004, para assim poderem ganhar o favor dos poderes políticos que, efectivamente, os recompensaram fartamente, atribuindo-lhes, sem concurso, importantes projectos da encomenda pública.
Importa pois recuperar o papel fundamental que a OAC desempenhou entre 2003 e 2010, na denúncia de situações danosas do interesse público que decorrem de decisões políticas muito duvidosas sobre o ordenamento e gestão do território, tomadas por muitos responsáveis políticos, independentemente da sua coloração partidária.

Ora, isto só é possível assegurando que os senhores que estiveram na liderança da instituição sejam definitivamente afastados e se criem condições para que a história não se repita tão cedo. Grande parte (11) desses senhores se refugiaram na lista “eleita” em 29 de Outubro…

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